Atendimento: (51) 3232-8704 | (51) 3232-8516

Artigos

O Lado Humano da Comunicação
Autor: Rogério Bitencourt

A sociedade e o mercado estão valorizando cada vez mais as organizações, públicas ou privadas, que exercem a cidadania assumindo sua parcela de responsabilidade social, mostrando sua gestão e ações de forma transparente. Aumenta o número de empresas engajadas neste processo irreversível. O que não deve acontecer por modismo ou oportunismo, mas por convicção.

Neste novo contexto cresce a importância da empresa não ser conhecida basicamente por seus produtos e serviços, mas também ser RECONHECIDA publicamente como Instituição, pela sua cultura, gestão, ações sociais, práticas de qualidade de vida, saúde, segurança, meio ambiente, entre outros. Uma das grandes contribuições de cada empresa é se constituir num exemplo e modelo inspirando e fomentando a participação dos seus pares.

Essa evolução tem acompanhado as expectativas de toda a cadeia de relacionamentos e sociedade em geral.

A ética empresarial está na ordem do dia.

Na contramão desta nova economia, diversas pesquisas nacionais sobre Responsabilidade Social Corporativa - RSC, realizadas na área empresarial como a da edição 2003 da ADVB São Paulo - indicam que pouco se mostra do muito que é feito: 59% das empresas não usam o Marketing Social para divulgar seus projetos de RSC; 32% não divulgam suas ações sociais. Entre aquelas que de alguma maneira mostram seus projetos, 58% utilizam seus jornais e/ou boletins internos; 74 % não publicam o balanço social.

Por que isto acontece ?

Algumas organizações não o fazem por constrangimento de parecerem oportunistas, outras por não avaliarem os reflexos racionais e emocionais no entorno da empresa e no mercado como um todo. Grande parte por não considerarem os novos valores de uma sociedades que está privilegiando a personalidade social das instituições como diferencial competitivo, em termos de relacionamentos, imagem, reputação e business.

É muito comum no discurso e nas intenções éticas da instituição, o presidente enfatizar a importância do capital humano e da empresa cidadã e o Marketing repercutir apenas as questões relativas aos seus produtos e serviços. A identidade corporativa deve ir muito além disso.

Uma marca precisa ter qualidades humanas e valores emocionais, identidade, uma personalidade que expresse os valores e a cultura de quem está por trás dela.

Está em curso uma grande mudança nas práticas tradicionais de RH e MKT, com novas ferramentas estratégicas de gestão e comunicação empresarial, profissionalizando todo o processo que envolve a RSC, otimizando recursos e resultados.

Esta maior interação com a sociedade exige o desenvolvimento de uma nova cultura, competências e interatividade em várias áreas da empresa.

É fundamental a instituição estar bem posicionada com a comunidade, legitimando e prestando contas de suas ações junto a seus públicos estratégicos, através da divulgação da identidade e performance da organização, enfatizando sua gestão, missão, valores, ética, qualidade de vida e parcerias com ONGS. Tudo embasado com as melhores ações sociais em educação, saúde, segurança, meio ambiente, entre outros.

Empresas socialmente responsáveis motivam funcionários e fornecedores, atraem talentos, seduzem políticos, autoridades e sindicatos. Encantam acionistas e consumidores.

Conquistam a admiração e o respeito da mídia, poderosa formadora de opinião de toda a coletividade.

O desafio é romper os atuais paradigmas. Entender e implementar de forma adequada e duradoura uma nova Comunicação Empresarial, que divulgue o lado humano e social da empresa, desenvolvendo fortes vínculos de empatia e cumplicidade, primeiro internamente e após com a comunidade e o mercado, agregando valor a todos os relacionamentos e negócios da empresa.

É imprescindível que as empresas divulguem suas ações sociais. Desta forma elas se constituem em exemplos práticos a serem seguidos, em sua comunidade, estado e/ou país.

A formação da opinião de que todos, independente de seu porte, área de atuação, etc, podem e devem participar é importante para mobilizar aqueles que - ainda - não se concientizaram disso.

Não são as pessoas que fazem a diferença?

Artigo publicado no caderno de Gestão da ZH, Gazeta Mercantil, Diário Catarinense , entre outros.



Voltar